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Sede de amor

  Bom, estou com sede de amor igual a um Beija-flor beijando a flor, e resolvi expressar-me através da letra dessa canção, cantada por Fagner

AVE CORAÇÃO

Eu sei que existe por aí
Uma andorinha solta
Procurando um verão que se perdeu no tempo
Cansou de ser herói do espaço
E quer a companhia de outros pássaros
É que o seu coração de ave
Não agüenta tanta solidão
Eu sei que eu ando por aí
Sou andorinha solta
E nem sei a estação em que estou vivendo
Não quero ser herói de nada
Só quero a companhia de outros braços
É que meu coração de mulher

Voa alto como um pássaro. (Clodo / Zeca Bahia)



Escrito por Cadidja às 17h52
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O gosto pelo acabado

Bourdier, um desses gênios de livros complicados, em um discurso seu, afirmou a nossa gana, o nosso gosto pelo acabado. Sofremos quando temos que viver fases. Fugimos das crises, as dificuldades, quermos logo o oba-oba.

Hoje muitas pequenas empresas estão fechnado antes de começar, a grande maioria não entende que as coisas, geralmente, não dão certo em dias é preciso tempo, cuidado, esforço, suor. E um problema não gosta de ralar (tem que ser no popular), de correr atras do prejuizo. Quem não prefere chegar logo ao final queimando todas as etapas. Somos serea que querem as recompensas.

Não me desclassifico dessa classe, seria ótimo ganhar na loteria, imaginem ficar rico sem precisar trabalhar para isso. Mas vamos por partes, ficar rica fácil é ótimo, mas pode ter certeza que a posição tomada diante dessa fortuna terá agregado um valor muito inferior a se  ela fosse adquirida no dia a dia, na labuta diária.

São as fases que nos fazem diferentes do latidos e miados, são as dificuldades, tombos, críticas que nos fazem crescer, a recompesa é o produto final dos meios. Em matemática(olha que amava essa matéria na escola) minha grande satisfação não era conseguir chegar a um resultado, mas o desenvolvimento do problema para chegar a um resultado exato.

Quando nos vemos diantee de um quadro, não imaginamos o quanto de etapas aquela obra teve que passar para chegar ao estado da ‘perfeição’, as pinceladas aqui, ali, tudo em busca do melhor resultado.

Desistimos muito fácil dos nossos planos, sonhos, já na primeira crise cruza-se o braços e adeus tudo. Se as coisas fossem fácil, Deus as colocariam em árvores. Todas as nossas conquistas maiores são nossos desafios, não podemos ficar somente com o gosto pelo acabado, a caminhada até o final precisa ser feita, por que é nela que aprenderemos, o resto é consequência.

Escrito por Jana às 03h39
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A imprevisibilidade do previsivel

A ti Amigo Rafael, um dos amigos mais imprevisiveis (estou até sendo generosa) que tenho, mas uma pessoa com quem tenho aprendido muito e pelo qual sou feliz de chamr de amigo. Vê se agora não deixa os amigos feitos por aqui de lado...

Somos seres imprevisiveis. Todo dia uma cor, um cheiro, um modelo. Todo momento uma dor, um sorriso, um momento. O belo do ser humano é a imprevisibilidade.

Somos assim incertos, a sua co-irmã, por nosso estado de  efemeridade e transitoriedade terrena. A vida graça nenhuma teria se fossemos o tempo todo da mesma forma, e graça nenhuma se fossemos o tempo todo diferente. Confuso não? Mas é isso, a imprevisibilidade está na confusão, é comumente absorvida como acidente, coincidência, inesperado, etc.

Hoje já não me espanto se ver aquele que ontem era alegre como uma lebre, está poltrão que ninguém chega perto. Sejamos assim, buscando a imprevisibilidade do previsivel. Muitos têm tentado explicar essa questão tão simples, mas defini-la não cabe a nós, que somente pode senti-lo e vive-lo...

“Não somente o vento dos acidentes me agita consoante a direcção para que sopra, mas, ademais, eu agito-me e perturbo-me a mim próprio pela instabilidade da minha postura; e quem, antes do mais, se observar, nunca se achará duas vezes no mesmo estado. Confiro à minha alma ora um rosto ora outro, conforme o lado sobre que a pousar. Se falo de mim de diferentes maneiras é porque de maneiras diferentes me observo. Toda a sorte de contradições se podem encontrar em mim sob algum ponto de vista e sob alguma forma. Envergonhado, insolente; casto, luxurioso; tagarela, taciturno; duro, delicado; inteligente, estúpido; irascível, bonacheirão; mentiroso, veraz; douto, ignorante; generoso, avaro e pródigo: tudo isto vejo em mim de algum modo, conforme para onde me viro. Quem quer que se estude a si próprio muito atentamente, encontra em si, e até no seu mesmo juízo, igual volubilidade, igual discordância. Não há nada que eu possa dizer de mim numa só palavra de modo absoluto, único ou inabalável, sem incluir mesclas ou misturas.”

Michel de Montaigne, in 'Ensaios - Da Inconstância das Nossas Acções'

 

 



Escrito por Jana às 01h10
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Mais um pouco sobre....

Aproveitando o ensejo do post anterior queria deixar umas outras explicações sobre o amor e suas definições. No idioma português, como tantos outros idiomas modernos, existe apenas uma palavra significando amor, mas no grego, existem 3 palavras que possuem tal significado, eu sempre achei isso super interessante

* Ágape: é o amor incondicional, altruísta. Descreve um amor desinteressado, de alguém que se dispõe a dar de si mesmo sem esperar receber nada em troca. É o amor que leva alguém a oferecer a sua própria vida para salvar a outros.

* Filéo: significa ter afeição, gostar, prestar devoção; amor fraternal. É o sentimento que um irmão tem pelo outro, ou que os amigos experimentam entre si. É o amor que leva uma pessoa a ajudar outra. Descreve o relacionamento entre as pessoas que se ajudam mutuamente.

* Eros: significa amor sensual, amor físico. É a palavra usada pelos gregos para falar sobre sexo. Desta palavra vem a palavra erótico, que hoje significa qualquer coisa que desperte o prazer físico. (Agora podemos entender o porquê da existência do deus grego Eros, denominado como o deus do amor. Os gregos cultuavam o que era belo e perfeito).



Escrito por Jana às 03h05
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UMA LIBERDADE DE ALEGRIA VERDADEIRA

Quando eu era mais nova (praticamente uma criança) sempre era muito cética em relação a quase tudo. Dentre esse quase tudo, sempre questionei a magnitude do amor, acreditava no poder desse sentimento, mas a grande questão era a origem, o seu desenvolvimento, o seu conceito imaginava ser este a junção de muitos outros sentimentos e emoções juntos. A medida que o tempo foi passado esse meu  “objeto de indagações” foi tomando projeções maiores, no entato extremamente racional. Nem preciso dizer no que isso é de aflitante e decepcionante.

O amor é um tema pouco compreendido pelo que há nele de subjetividade e de confusão, Drummond certa vez afirmou que o amor foge aos dicionários e a regulamentos vários.

 Segundo o dicionário (Michaelis), amor é:
* Sentimento que impele as pessoas para o que se lhes afigura belo, digno ou grandioso.
* Forte inclinação, de caráter sexual, por pessoa de outro sexo.
* Afeição, grande amizade, benevolência, caridade
* Coisa ou pessoa bonita, preciosa.
* Filosofia: Tendência da alma para se apegar aos objetos.

Tais conceitos para mim, sempre foram muito limitados e não ofereciam subsidios o suficiente para eu entender o que seja o Amor. Até que um dia conheci a um Deus, que como em um piscar de olhos, destruiu todo um mundinho de vivências, experiências e conhecimentos, me mostrou a beleza de algo diferente, que excede toda explicação cientifica-filosófica-sociológica e todos esses logos da vida. Deus mostra-se a mim como um Pai que entende, que respeita, perdoa, cuida, cura e assim vai, é este conceito de amor que tenho aprendido, um amor incondicional de Deus por mim, um Pai que apesar de mim, continua me amando mais e mais.

O que é mais maravilhoso nisso tudo é que esse amor despertando por Deus em nós não se limita a relação Deus x Homem,  mas cobre nossa realidade como um todo, Deus transforma o amor dos homens, leva em consideração todas as relações humanas que existe; familia, amigos, namorados (e todas as consequência desse tipo de relacionamento, noivado...), enfim, tudo isso para afirmar que eu acredito nas pessoas, acredito na mudança e sobretudo acredito no amor sendo essa fonte de liberdade, de mudança, de desenvolvimento individual.

Sem dúvida, viver tem se constituído um enigma, um mistério, algo muito difícil e enlouquecedor para muitas pessoas, e de todas as idades. Nossas neuras e manias as vezes torna esse viver muito mais complicado. Além disso é muito comum isso tudo se complicar ainda mais por frustrações amorosas. O amor jamais mata ou morre, por isso ele ainda precisa ser nossa fonte de energia, nos dá pulsão para viver.  Estou lendo uma série de artigos e em um destes encontrei do pr. Eliezer que afirma: “ No amor cabe, também atos precipitados e até irresponsáveis de um ou de ambos que se gostam, e para se conhecer o genuíno amor faz-se necessário ser responsável por si só, no auto-respeito e no seu autovalor que implicam no amor próprio, e que isso nada tem a ver com egoísmo, pois no meu entender o amor começa em permitir ao outro ser ele mesmo, ainda que se sofra com os erros e se regozije com seus acertos, e caso você diga que ama e não permite ao outro uma aprendizagem, mesmo que dolorosa, você passa pela vida se magoando, se revoltando, se chateando, se enjoando, se angustiando, se deprimindo e mais adiante cairá em si, arrepende-se e, com pesado fardo de culpa descobrirá que seu amor não era amor, foi tudo em vão.”

Amar é bom, já dizia o poeta: triste daquele que passou pela vida e nunca amou, mesmo que este não dê certo, a tentativa sempre é valiosa. Assuma o seu amor e não despreza o que é verdadeiro e especial. Amor é vida,lembre-se disso e viva o verdadeiro amor.

 



Escrito por Jana às 02h55
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Mais uma, mais uma

Hoje escrevo especialmente para dá as boas vindas a uma garota de bom senso, Barbara, para os mais intimos Babi. Ela é a mais nova colaboradora deste blog (sem contar a grande amiga) sei que sua participação será efetiva e de grande acréscimo para as mentes pensantes que por aqui trafegam....

Bem vinda Babi....



Escrito por Jana às 02h32
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Para os bons leitores

Bem-aventurados os Fracos
Ricardo Gondim

Passo por uma fase em que meus valores vêm mudando muito. Ultimamente sinto atração pelos fracos, pelos caídos e pelos desafortunados na vida. Tenho vontade de gritar: chega de campeões, chega de relatórios bombásticos, chega de testemunhos de vitória. Cada vez mais venho aprendendo a partilhar da felicidade dos que não faziam parte de meu universo. À medida que envelheço, percebo nuanças que meus olhos juvenis não enxergavam.

São bem-aventurados os que não têm pedigree. Afortunados os que vêm de famílias pobres e por isso podem cantar, como Luis Gonzaga: “Ai, Ai, que bom/ que bom que é/ Uma estrada e a lua branca/ No sertão de Canindé/ Automóvel lá nem sabe se é homem ou se é mulher/ Quem é rico anda em burrico/ Quem é pobre anda a pé/ Mas o pobre vê nas estradas/ O orvalho beijando as flores/ Vê de perto o galo campina/ Que quando canta muda de cor/ Vai molhando os pés no riacho/ Que água fresca, nosso Senhor!/ Vai olhando coisa a granel/ Coisa que, pra mode vê/ O cristão tem que andar a pé”. Esses serão amigos de gente como Jefté, filho de uma prostituta; de Davi, excluído por seu pai e irmãos; de Nelson Mandela, que viveu sem calçar sapatos até quase a vida adulta. Eles são felizes porque não nasceram de pais frustrados com o seu quinhão na vida. Assim, sem rédeas manipuladoras, puderam optar por vocações, dar vazão a talentos e seguir por sendas que não se prestavam a satisfazer o ego ou as expectativas dos que precisam se projetar em crianças indefesas.

Bem-aventurados os que não são belos. Felizes os que não se conformam aos parâmetros estéticos da sua geração. Essas pessoas precisam vencer os preconceitos mais sutis, que valorizam a beleza da pele e esquecem os valores do caráter. Elas são afortunadas porque precisam de uma têmpera diferente para vencer. Quando se candidatam a um emprego, sabem que não impressionarão pela cor dos olhos nem pelos seios volumosos. Essas pessoas trabalharão com mais afinco, valorizarão o suor que brota pela persistência, pois não vivem iludidas pelo reflexo que matou Narciso. Elas serão amigas de Lia, cuja beleza não se comparava à de Raquel, e entenderão o provérbio bíblico: “A beleza é enganosa, e a formosura é passageira” (Pv 3.10).

Bem-aventurados os deficientes físicos, os meninos com síndrome de Down e as meninas com paralisia cerebral. Suas vidas valem muito para os seus pais; seus sorrisos são valiosos e suas existências, uma constante lembrança de que os padrões da normalidade são mais largos do que essa geração hedonista admite. Eles nos lembram de que nossa existência não é um passeio despretensioso e que não podemos viver na ilusão do eterno prazer. A felicidade dos deficientes que disputam as para-olimpíadas, de Hellen Keller, que, cega e surda, graduou-se em universidade, e Ray Charles, que nos encantou com sua voz maravilhosa, tem um peso diferente do riso soberbo dos ricos e dos poderosos.

Bem-aventurados os que já pecaram, os que já deram vexames, os que já se desviaram da vontade de Deus, mas voltaram arrependidos tal qual o filho pródigo. Esses não têm o coração altivo, não se sentem merecedores de coisa alguma. Vivem dependentes da misericórdia; jamais teriam coragem de reclamar seus direitos. Os perversos mais malignos são pessoas que nunca transgrediram, que jamais erraram; portanto, não sabem como é a dor da maldade, não conhecem a culpa do mal praticado. Mas aqueles que já amargaram o fracasso são felizes, porque celebram a graça; não esquecem que se não fosse o favor de Deus, há muito já teriam perecido. Eles caminham ao lado de Abraão, que mentiu, de Moisés que matou, de Davi, que adulterou, de Pedro, que negou, e com eles repetem: “Suas misericórdias duram para sempre”. Só eles podem dizer, como a virgem Maria: “Minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, pois atentou para a humildade da sua serva” (Lc 1.46-48).

Bem-aventurados os que nunca experimentaram grandes vitórias e vivem sem grandes arroubos. São eles que não nos deixam esquecer que a maior parte de nossa existência acontece no contexto da rotina. Eles são felizes porque souberam viver sem a fadiga dos ativistas cheios de adrenalina. Vivem despretensiosamente ao redor de pessoas amadas e não se sentem obrigados a carregar o mundo inteiro em seus ombros. Não deitam a cabeça no travesseiro para acordar no dia seguinte com olheiras. Eles são felizes porque souberam caminhar pela existência sem desejos grandiloqüentes, sem ambições ou invejas. Eles serão parceiros de João Batista, José, Bartolomeu, Joana, e tantos outros discípulos de Jesus, cujas vidas aconteceram no anonimato.

Bem-aventurados os que não precisam viver uma vida sempre coerente. Eles sabem que estamos sempre em fluxo, que mudamos e precisamos abrir mão de verdades a que no passado já nos apegamos com muita firmeza. Eles não são dogmáticos, intolerantes nem legalistas. Essas pessoas são felizes porque nos lembram que o amor nos tornará incoerentes e imprevisíveis e que o nazismo montou-se sobre uma pretensa lucidez filosófica.

Bem-aventurados os que não sentem a cobrança de uma divindade infinitamente exigente. Eles podem ser eles, mesmos quando se percebem diante de Deus; não se amedrontam por serem imperfeitos ou por carregarem complexos e traumas interiores. Não temem a rejeição de Deus e por isso não precisam encenar uma espiritualidade plástica e afetada. Eles também ouvirão a voz que afirmou Jesus no dia do seu batismo: “Este é o meu filho amado em quem o meu coração está satisfeito”. Felizes os que nos ensinam que viver em intimidade com Deus significa saber que ele está satisfeito conosco e que não precisamos nos provar, pois seu amor não depende de nossa perfeição.

Bem-aventurados os que não se comparam aos poderosos nem invejam os triunfantes. Eles captam o significado do Poema em Linha Reta, de Fernando Pessoa, e sabem que é falsa a pretensão daquele que alardeia ter sido campeão em tudo. Reconhecem que o poeta está correto quando afirma: “Estou farto de semideuses”. E, em parceria com Pessoa, também clamam: “Quem me dera ouvir de alguém a voz humana”. E, como ele, também gritam: “Arre, estou farto de semideuses. Onde é que há gente no mundo?” Esses serão amigos de Paulo, que mesmo no fim de sua vida, afirmou: “Eis uma verdade digna de toda aceitação; Cristo veio salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal”.

Assim, os meus novos heróis são pessoas que sempre estiveram ao meu redor e que nunca percebi. Agora vejo que nunca dera conta de que eles são descritos no Sermão da Montanha. Admito que essas constatações chegaram muito tarde em minha vida; contudo, espero que você aprenda a reconhecer os verdadeiros heróis antes do que fui capaz. Se conseguir lhe ajudar nessa tarefa, eu também me sentirei bem-aventurado.

Soli Deo Gloria.



Escrito por Jana às 01h47
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Compulsoes e Neuroses

Olá Gente Amiga

Estive alguns dias ausentes mas nada que pudesse impedir minha volta, por isso aqui estou a atualizar este mundo virtual. Meio sem inspiração para escrever fui buscar ideias pela Internet afora e nessa procura de internauta, encontrei no orkut(para quem não conhece, procure conhecer, é ótimo) uma comunidade chamada "Compulsivos", eu assumo as minhas poucas (hahah) excentricidades e neuroses, mas nessa comunidade há cada história. O TOC (Transtorno Obcessivo Compulsivo) é algo muito comum nos dias de hoje, o problema é que muitos desconhecem. Para o acesso de todos aqui vão alguns casos:

" Me imagino pulando de prédios, andando na rua e caindo em cima de facas, sentindo uma bala de revólver passando lentamente em minha cabeça, enfiando espada na minha garganta, entre outros pensamentos obcessivos ... sinistro!!!"

 "Grampeio e desgrampeio folhas, só por achar que estão mal grampeadas, e que poderiam ficar melhor. Passo a limpo tudo que posso! Ás vezes a folha só está marcada com lápis, e eu amasso, jogo fora e faço tudo de novo, sem ao menos pensar em usar a borracha! Tenho escovas de dentes a perder as contas... Só em casa, tenho 4, uso todas e não tem nenhuma que seja especial, simplesmente eu fico abrindo novas! Sem contar a da necessaire, a que eu guardo porque é bonita, a que eu ganhei de uma tia da mãe e assim vai..."

" Eu não consigo passar a mão em algo sem querer (ou então pretender, por exemplo, apertar um botão, e chegar a mover o musculo pra fazer isso, mas não fazer) sem ficar logo depois lutando contra mim mesma: "agora eu vou lá fazer isso. eu tenho que fazer isso. SE EU NÃO FIZER EU VOU ARRUINAR A MINHA VIDA e vou ficar agoniada pra sempre!!!. Também não consigo beber água sem deixar um pouco escorrer, sempre que eu subo na cama, tenho que esfregar o pé na colcha, todo o tempo mexendo com as pelezinhas da boca e arrancando elas, roer unhas (a mais comum)... tbm tenho frescura/compulsão no playlist do winamp, se eu colocar uma música a mais de uma banda do que das outras me irrito pro resto do dia... o pino do volume tem que estar bem no meio e sempre que vou escolher uma medida, tem que ser 15, 20, 25... sempre de 5 em 5, número quebrado me deixa agoniada.
e também tenho que andar sem encostar na parte de cimento entre as lajes do chão, qdo to andando num lugar com lajes largas o bastante pra pisar um pés inteiro, eu piso na ponta dos pés."

"Só consigo dormir se a 'alça' de meu rádio estiver abaixada; as portas de meu guarda-roupas estiverem fechadas; a porta de meu quarto estiver milimetricamente mais ou menos fechada."

"Sofro de várias, tenho problemas com o numero 4 e 9 que são os numeros de morte no Japão, então no minimo 3,mas como eu posso ter errado na conta e pode ser 4 então repito mais de 10 vezes pra ter certeza, as pessoas me olham estranho. Quando tenho um ataque provocado por alguma alteracão emocional: ansiedade, felicidade, tristeza, nervoso, não importa ela vem com tudo, fazendo um esforco descomunal pra tentar parar quando passa dos 10,15,20, perco a respiracao, paraliso como estatua, choro de desespero, quem olha pensa que eu to doida, não aguento mais, tenho que tocar nas coisas muitas vezes, supermercado, lojas, toco em tudo, freio do carro já bati por isso e me machuquei, cantinhos de mesas, portas, azulejos, calçadas, paredes, cadeiras, carros, tudo, e o pior que não é só com o dedo ou com a mão, se não for suficiente, toco com a perna, braço, nariz, barriga, que mico! Relar o nariz num poste ou árvore na rua, as vezes tenho vontade de morrer pra pará tudo, mas não sou só...tenho uma marido que tenta me ajudar com humor,um filhinho lindo. São tantas manias, não aguento mais, chega a doer. Eu desconhecia o TOC ate ver a estoria de uma atriz no Jô e li a algum tempo um livro chamado MENTES E MANIAS, esclareceu algumas coisas. Tenho muitas outras, mas não tenho nem coragem de ficar falando de tantas, aindo me sinto uma louca, mas agora sei que não sou única e posso encontrar ajuda..."

Chegou a sua vez de revelar a sua compulsão...



Escrito por Jana às 14h16
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Uma Voz No Vento

Dedico a letra dessa  linda canção, interpretada por Leila Pinheiro, às pessoas que visitam esse blog.

Composição: Marcus Vianna

Uma voz no vento
Chama azul do dia
Doce perfume, canção
Uma voz no tempo
Resiste na noite
E as lágrimas fogem de ti
Uma voz no vento
Uma voz me chama
Brisa de amor, doce coração
Uma voz no tempo
Carinho na alma
E as lágrimas fogem de ti

Se quem chegou, partiu
Se quem virá, já foi
Só pra quem fica os dias são todos iguais
Mil sonhos pra enterrar
Ventos e vendavais
Corpo e alma afetam
Se os anos pesam demais no coração

E as lágrimas fogem de ti
E lágrimas fogem de mim
E um rio se forma de nós.



Escrito por Cadidja às 10h57
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