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MENSAGEM PRA VOCÊ
O Querido Bispo Tomas, esse final de semana foi perfeito em seu sermão e pregação. Em função disso, posto um texo que há tempo escrevi mas que pode refletir um pouco do meu sentimento com essa estrutura atual. Sou Cristã, apesar da igreja!!!!
No século de XVI, Lutero iniciou um movimento de Reforma Religiosa que ficou conhecido como Reforma Protestante. A principio não queria causar uma divisão na Igreja Católica somente rediscutir e repensar em novas diretrizes para a então Igreja corrupta e distante dos principios do verdadeiro Evangelho, no entanto ele foi excomungado pelo Papa, e isso fez mudar os rumos da fé cristã para sempre. Lutero e os outros reformistas desejavam que a Igreja Cristã voltasse ao que eles chamavam de "pureza primitiva", isto é, a volta aquela Igreja contituida pelos apostolos. Não queriam fundar uma Igreja mas compartilhar princípios fundamentais como o da salvação pela graça de Deus mediante a fé e o reconhecimento da Bíblia como autoridade suprema e o sacerdócio comum de todos os fiéis. Mas depois vieram outros partidários e mais outros, cada um com sua forma de interpretação dos Evangelhos e agora o mundo via-se diante de várias divisões (Luteranos, calvinistas, anglicanos, etc.). A coisa foi evoluindo até tudo transforma-se no que existe hoje, a proposta era simples, só poderiamos viver justificados perante a fé. No entanto interesses e falta de leitura verdadeira dos escritos do Senhor, fez a mensagem de homens evangélicos esvaziar-se....
No livro Eu também quero menos deus, Ricardo Gondim, faz as seguintes afirmações:
“Na modernidade duas acusações perseguiram a Igreja: ser opressora e infatilizante. Marx viu nas instituiçoes religiosas de seus dias os instrumentos de injustiça e alienações sociais. Já Simundo Freud entendeu que a religião formava neuroses e castrava o desenvolvimento pessoal. Resultado: a Igreja na Europa esvaziaram-se”
E ainda:
“Um pastor viajava de avião pelo Oriente. Depois que se apresentou ao homem sentado ao seu lado, falou-lhe do seu trabalho. Aantes de poder compartilhar a mensagem do Evangelho, o homem questinou-lhe: ‘Pastor, em minhas viagens pelo Oriente, sempre que sento ao lado de um monge, tenho a sensação de estar ao lado de um santo homem. Porque, ao me sentar ao lado de um pastor, tenho a sensação de estar perto de um homem de negócios?’”
Questões acima colocadas é de grande constragimento a nós cristãos, somos sal e luz do mundo disso não há dúvidas, no entanto o meio evangélico muito das vezes se coloca como um segmento somente, é um integrante a mais ao que já existe, não há uma diferenciação que deveriamos ter como verdadeiros filhos de Deus. Denominações atuais oferecem um cardápio de experiencias religiosas bastante variado, mas tudo envoltos na supercialidade. A Igreja proposta por Lutero, não era referente a estruturas, a culturas, denominações e sim a Igreja onde o poder de Deus pudesse ser expresso sem hiprocisia e mascaras, não um lugar mas um ambiente que possa nos perseguir para onde quer que andemos. “No momento vale dizer o seguinte: é perfeitamente possivel, embora repudiantemente triste, pensarmos e nos comportamos como classe média alta ou pobre, como capitalistas ou socialistas, como ‘espirituais’ ou segundo a nossa Igreja ou denominação- mas não como Deus pensa”.
Desde Lutero muito se passou, mas sinto-me no direito de afirmar que é possivel resgatarmos um evangelho puro e simples, precisamos somente da Graça restauradora, do fluir de aguas vivas, da presença constante de Deus nos nossos atos e atitudes. Bertrand Russel, um ate confesso, afirmou no final de sua vida: “Os cristãos, na sua maioria, preferem morrer a se dar a reflexão e ao pensar. Na verdade é isso que eles acabam fazendo morrendo” Será que ele estava errado? Precismos compreender o mundo baseados unicamente na verdade de Deus, isso fará com que rompamos essas barreiras do legalismo.
Encerro esse relato não como uma crítica a muitas denominações, mas sim com uma esperança que se faz presente em minha vida, a de uma comunidade com pessoas concientes em sua adoração e em seu proceder com Deus. Há uma citação interessante de Robson Ramos, do livro Evangelização no mercado pós moderno, nos leva a pensar: “Amar a Deus com toda nossa alma, nossa força e nosso entendimento é uma joia das Escrituras de um valor infinitamente maior do que normalmente lhe atribuimos. É imperativo que tenhamos tal disposição interior que nos impusione a resistir a postura antiintelectual tão prevalente numa cultura que floresce num mar de superficialidade. O florescimento de uma postura semelhante dentro a Casa de Deus pode ser como um cavalo de Troia que esconde dentro de si os perigos de uma religião sem conteúdo, de um ativismo sem direção, de fogo sem luz.”
EU QUERO MAIS DEUS
Escrito por Jana às 04h54
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